quinta-feira, 30 de junho de 2011

Liberdade emfim..


"- Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa por quê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingênua.
- Então por que a prisão?
- Porque a liberdade ofende."

— (Clarice Lispector)

    Não quero me prender, então deixe-me sentir o vento bater.. 

sábado, 11 de junho de 2011

São armadilhas.

São armadilhas eu já nem sei o que faço
 se sigo assim, com o coração reservado
ou se encaro de frente essa tal decisão
ou se quer exista decisão a ser tomadas agora
ou será que são armadilhas realmente
ou fatos do passado que faz eu pensar assim no presente
então me diz qual caminho devo seguir o do coração!?
                                                                               Eis a questão!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

São só cacos.

Fui acobertando o silêncio, e acumulando lacunas, para não deixar um barulho qualquer entrar.
Barulho que por menor que fosse, pudesse quebrar o vidro, quebrar minha redoma e espalhar mil estilhaços pelo chão.
Nunca me permiti andar descalça, correr o risco de passo a passo pisar nos cacos, nos meus próprios pedaços me ferir.
Quando é na gente, e não no outro, o corte parece mais profundo.
De longe sangue parece tinta, quando se fura o dedo dói mais quando o caco de vidro entra e o sangue não sai.
A dor vai acumulando, o sofrimento sendo acobertado.
Na pele marcas contam histórias que contam melhor a alma, arranhão é risco corrido, hematoma é o que menos fica da queda, sentir câimbras é sinal de que ainda se tem pernas mesmo estando parado.
O dedo continua latejando enquanto o vidro não for retirado.
Com o tempo nos apropriamos da dor, começamos a gostar da pulsação, pensar que ela faz parte da gente.
Mas o corpo reage, e mais cedo ou mais tarde trata de expelir o vidro e mandar a dor embora.
@AgarotadocopoD'água.

Obrigada a todos, por lerem as minhas ideias e desabafos :*

Obrigada a todos, por lerem as minhas ideias e desabafos :*
Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a acção; semeia a acção e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o carácter. (Tihamer Toth)